As lições que a Superliga ensina ao NBB

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Estou eu aqui assistindo a Paulistano X Franca pelos playoffs da NBB, ao mesmo tempo começa Boston Celtics X NY Knicks no tal do canal Space. Vou me permitir dar uns pitacos, reservando-me o direito de errar.

Duas situações: no Brasil, o ginásio, que deve caber uns 3.000 adeptos no máximo, não tem 50% de sua capacidade ocupada (num clube de bastante tradição no basquete); nos Estados Unidos, chuto umas 18.000 pessoas no mínimo, num jogo de temporada regular. Lembro ainda que esta temporada da NBA teve um início complicadíssimo, gente ameaçando greve, calote e tudo mais, tanto é que cortaram a temporada regular quase que ao meio.

É evidente que a comparação é maldosa, os caras tem quase 100 anos de temporada e o NBB 4.

Pois bem, mas o que dizer do sucesso alcançado pela Superliga, sobretudo masculina? Jogadores de alto nível, investimentos e, sobretudo, o público. Tem time que tem média de público superior ao de muitos times da série A do Brasileiro. Exemplo de estrutura pode-se citar o Volei Futuro, da cidade de Araçatuba-SP. Os confrontos da segunda fase foram surpreendentes, teve primeiro colocado passando apertado com oitavo, teve sétimo eliminando segundo, enfim, tudo que se espera de um campeonato equilibrado e surpreendente. Outro fator importante foi o apoio, em alguns jogos, da rede globo, que, históricamente, tem abandonado o basquete brasileiro.

Embora o Sportv transmita, nada como um empurrãozinho da tv aberta para consolidar um esporte, que o diga o futebol e o volei de areia.

Acho que o NBB tem potencial pra recuperar o prestígio de outrora porque o basquete tem uma vantagem sobre o volei: a possibilidade de decisão nos últimos segundos. Tive a oportunidade de acompanhar na época do time do COC/Ribeirão Preto in loco, o povo apoiava muito. Na época, o time tinha média de público maior que Botafogo e Comercial (os dois times de futebol da cidade), e o ingresso custava R$2,00, quando custava, pois em várias ocasiões os ingressos eram distribuídos. Outra coisa, quem não ficou louco com a classificação do Brasil para as Olimpíadas de Londres?

Evidente que o NBB passa por uma fase de transição e nada impede que daqui a alguns anos tenhamos uma liga muito mais forte, com os melhores do Brasil e os gringos agregando ainda mais.

Fica aqui a minha esperança de melhoras e que o público possa prestigiar mais.

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Um comentário sobre “As lições que a Superliga ensina ao NBB

  1. Como o brasil se cassificou para as olimpíadas, é possível que a popularidade volte um pouco. De qualquer fotma, sem uma boa estratégia de marketing o basquete será condenado ao “esquecimento”

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