Assistencialismo?

Um dos principais pilares do pensamento opositor ao governo PT se não caiu por terra, colocou uma pulga atrás da orelha de tucanos, demos e demais pragas de esquerda e direita: a notícia de que 1,69 milhão de pessoas abriu mão do bolsa família, mais de 10% dos beneficiários. Embora o programa tenha começado com o paquiderme do FHC, através do bolsa escola.

Apesar de uma parte dos primeiros beneficiários ainda continuarem recebendo, o fato de que 12% deles (Valores atuais) abriram mão pode significar três coisas: uma é que o brasileiro não é tão vagabundo assim como dizem, ou o poder aquisitivo aumentou, ou o número de pessoas por família diminuiu. Qualquer uma delas é significativa.

Parece que a crítica de que o bolsa família “dá o peixe e não ensina a pescar” é tão vago quanto acreditar que 100% das pessoas que recebem são honestas. O intuito do programa nunca foi ensinar a pescar, o objetivo sempre foi colocar comida na mesa primeiro, depois vêm todas as outras coisas. Lembrando que isso não é uma política eterna, é momentânea, assim como a política de cotas. Segundo Cristovão Buarque (PDT-DF), se o bolsa família continuar por mais 20 anos, será um fracasso. O programa é o remédio e a EDUCAÇÃO é a cura.

Outra crítica que cai por terra é a de que os nordestinos são os que mais recebem o benefícios, o que é uma verdade parcial, já que Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul recebem bastante financiamento também. Em todo caso, o programa teóricamente chegaria onde se tem mais carência, sob este ponto de vista, justo que chegue mais ao nordeste, pobre e populoso.

Alguns dados do programa bolsa família.
Alguns dados do programa bolsa família.

Não discuto que o programa seja usado como base eleitoreira do PT e demais partidos coligados, no entanto, a tão questionada ineficiência é “questionável” à luz dos novos dados.

Além disso, os valores recebidos atualmente chegam a R$97 por beneficiário. Se alguém acha que é vantagem viver de bolsa família, que abra mão de sua renda e se “beneficie” dos 100 reais por mês.

O salto educacional: Brasil está longe

É notório a evolução econômica e social brasileira nos últimos 10 ou 12 anos, no entanto, o salto educacional, que é o que segura o crescimento, ainda estamos longe de dar.

Seguindo a orientação do Chico Sá, um blog não pode perder o seu caráter de “diário”. Pois bem, este bafudo autor e mais 6 pessoas foram ao estadio prestigiar o jogo Comercial X Juventus no ultimo domingo, pela última rodada do campeonato paulista da série A2. O Juventus, já rebaixado, visitava o Comercial em Ribeirão Preto, que precisava apenas do empate para se classificar, era óbvio que o público iria, domingo de feriado as 10 da manhã…

Não, não era óbvio. Chegamos por volta de 9 e 20 e a fila já era grande, e o melhor, havia apenas 3 bilheterias abertas. Até entendo que a prioridade seja comprar antecipado ou via sócio torcedor, mas isso não justifica a falta de profissionalismo da diretoria comercialina. Fila inexistente, ignorância, falta de respeito com idosos, enfim, tudo o que aconteceria num evento da idade média, e olhe lá… Aqui você é tratado como boi, e daqueles bois bem magros.

A torcida, ignorante, era incapaz de se portar educadamente e simplesmente respeitar a ordem já caótica da fila de ingressos. Resultado, ficamos até as 10 e 25 na fila, ou seja, 25 do primeiro tempo e nada… Foi quando desisti e cansei de ser tratado como um trapo humano e, como eu, muitos procederam desse jeito, entre eles alguns idosos.

Agora volto ao título do post, de que adianta tanto crescimento econômico e social se ainda nos portamos como o mais selvagem dos animais? Não conseguimos organizar um evento para 5000 pessoas. Recentemente Brasil e Argentina sediaram dois torneios de tênis da ATP e, novamente, o nosso foi uma vergonha quando comparado com o Argentino. Ou seja, não é só uma questão de dinheiro.

Essa é a visão que o estrangeiro tem do brasileiro, agora temos um pouco de dinheiro, mas ainda assim somos (continuamos?) estúpidos.