Xingu – cinema Brasileiro mais forte que nunca???

Cativante. Assim classifico o filme dirigido por Cao Hamburguer e produzido por Fernando Meirelles. Não poderia esperar coisa diferente quando tem gente competente envolvida.

Não sou crítico de cinema, mas acho que o Brasil, desde Central do Brasil (1998), para mim foi uma obra prima, atingiu a maturidade e não fica atrás de outras escolas. O filme Xingu conta a história dos irmãos Vilas Bôas à época da marcha para o Oeste, década de 40, onde o governo brasileiro (Vargas) começou a recrutar pessoas para desbravar os territórios dos estados do Mato Grosso e Pará, mais específicamente a Bacia do rio Xingu, dentro da Bacia Amazônica. Para quem é Geógrafo, como eu, o filme é um prato cheio. Paro por aqui, quem quiser mais detalhes vá assistir.

O que me incomoda, e muito, é olhar a programação do cinema e ver que filmes como American Pie e Fúria de Titãs  tenham 3 salas cada um e o Xingu uma, uma simples e mísera sala. Nada contra estes dois filmes nem contra quem gosta, mas há uma discrepância aí, uma incoerência, um absurdo.

Aí fico sem saber de quem é a culpa. Se é das companhias de cinema, ou se é do público, ou se é de ambos. O mesmo ocorreu com o filme Heleno (na minha opinião, ótimo filme), de José Henrique Fonseca, que ficou pouquíssimo tempo em cartaz. Embora há quem diga que Rodrigo Santoro foi mal como jogador de futebol, acho que quem vai mal é o brasileiro como consumidor de cinema. Mas tenho inclinação a achar que se tiver incentivo e o espaço adequado, o público vai. Vide Tropa de Elite 1 e 2, Cidade de Deus, Olga e outros casos isolados…

Por outro lado, tem cinema grande em Campinas-SP que nem colocou o Xingu em cartaz.

Não sei se a minha revolta é a de vocês também, espero alguém que diga totalmente o contrário.

Não é só sucesso econômico e consumo de whisky importado no Free Shop que faz um país ser respeitado.

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